Acabei de completar 50 anos (quando comecei, agora já vou para 58) resolvi escrever este blog para pensar no assunto, discutir o que é envelhecer, verificar alternativas saudáveis , testar produtos e tratamentos de beleza. O que fazer para que esta seja uma nova e boa fase na minha vida.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Menopausa I - Por Hilda Lucas
O OUTRO LADO DA MENOPAUSA
É mais ou menos assim: um dia você acorda quadrada, ou talvez, ballonnée, ou pior, com jeito de matrona!
A menopausa não é colega – ouvi de uma mulher numa sala de espera de dermatologista. Estávamos as duas com os rostos inchados e chamuscados por lasers e peelings, folheando perversas revistas de moda e frivolidades, onde todos são jovens e felizes, depositando míseras gotículas de esperança nos raios que nos partem daqueles aparelhos de última geração. Balancei a cabeça como uma vaca no matadouro e, sem pestanejar, movida pela absoluta cumplicidade daquele instante, falei para a minha colega: A menopausa é uma filha da mãe, isso sim! Caímos na maior gargalhada e assim ela se tornou a minha primeira amiga de menopausa.
A menopausa é um seqüestro. Uma versão, só para mulheres, de praga bíblica. Inferno astral que antecede a terceira idade. É tragicômica, portanto, para encarar, só rindo. Um dia você está no meio da sua normalidade, é arrancada de tudo que você tem como referência física de si mesma e é lançada a uma espécie de funilaria às avessas. A libido diminui na mesma proporção em que aumenta a irritabilidade.
Você não só não pensa tanto, nem gosta tanto, nem se importa tanto mais com sexo, como para compensar vira uma criatura instável, pavio curto, sem paciência para nada, capaz de discutir com um poste, de deprimir à toa, ter crise de choro com anúncio de seguradora e ataque de ansiedade ao ler o jornal. Enfim, você vira uma pessoa bem complicada, ou melhor, complexa. E, até então, você achava que TPM era o pior que podia acontecer.
Os sintomas aparecem inadvertidamente, como assaltantes, em maior ou menor intensidade, bizarros e infalíveis. Lá estão eles: ressecamento – escolha onde você terá; celulite – a pele de pêssego é substituída pela casca de laranja; flacidez – é a triste irrevogabilidade da lei da gravidade; manchas senis – essas pelo menos trazem o consolo dos muitos verões bem vividos; insônia – e com ela balanços complicados da vida; calores – esses são um requinte de crueldade, tão desprovidos de sentido que nos fazem refletir sobre a transcendência da agonia dos ovos cozidos; esquecimentos – sua memória vira uma espécie de vácuo e você passa por constrangimentos inenarráveis como aquela frase típica: “sabe aquele filme, daquele diretor, com aquela atriz, como é mesmo o nome?”; ossos de papel – e o perigo de tombos ridículos resultarem em cirurgias espetaculares onde pinos e próteses são implantados sem cerimônia; cabelos ralinhos de palha de milho – a sua trança de potranca virou um tererê; cintura - convexa ou quase inexistente com direito àqueles dois afundadinhos nas costas, como se você fosse feita de massinha de modelar; olhar – embaçado por uma nata azulada (catarata, não!!!) toldado por pálpebras fofas, generosas – e você começa a achar que tem ascendência mongol; juntas sacanas – com data de validade vencida e, como se não bastasse, a lembrança recente, acachapante, perturbadora e descompassada de como você era antes da menopausa. Você era jovem ontem! Que dó, que desperdício!
Esse é o ponto crucial: o estranhamento entre o que vemos e a nossa imagem interna. Não se trata da negação da velhice, da morte. Não. É bem mais simples e raso: você simplesmente não gosta do que vê! Trata-se de uma incapacidade temporária para sobrepor imagens, aceitar limitações, apurar um outro olhar.
Você ainda não tem parâmetros para entender em que você está se transformando. Você resiste bravamente. Convoca uma legião de especialistas, as forças do Bem, o exército da salvação. Faz reposição hormonal, contrata um personal, dá uma passadinha na sex shop, engole quilos de soja, linhaça e sucos de cranberry, toma antidepressivo, Ômega 3, aplica botox, faz drenagem linfática, vai ao plástico, ao dermatologista, ao ortomolecular, à nutricionista, ao psicanalista, ao astrólogo, à fisioterapeuta e ouve o seu ginecologista como se ele fosse o oráculo de Delfos. Seus modelos e referências estão no passado e a menopausa – trombeta apocalíptica – anuncia um futuro onde você vai ter de mostrar que aprendeu lições, mereceu cada ruga e está pronta para mais trinta anos.
A menopausa é uma puberdade invertida. E, como tal, é também casulo, travessia, transformação. Divisor de águas, experiência de deserto, freio de arrumação, faxina. Teste crucial de espírito esportivo, capacidade de adaptação e instinto de sobrevivência.
Passa. Demora, mas passa, e você sobrevive, como sobreviveu à pororoca hormonal da adolescência; você há de superar o declínio daqueles mesmos hormônios e seus asseclas que um dia já te enlouqueceram. (Esqueceu que você sobreviveu, com muito menos recursos, às cólicas, às espinhas, aos pelos encravados, aos ovários policísticos, à vergonha do próprio corpo, à oscilação de humor e à melancolia dos anos tenebrosos da adolescência?)
E aí, passada a tempestade, vem a bonança, a libertação. Você estará livre de ter que ser bonita, magra, eficiente, querida, desejável, vencedora, fértil, competitiva, invejada, elegante, gostosa, informada, culta, legal, conectada, tudo ao mesmo tempo. Ufa!!!
Depois dos achaques, perrengues e mudanças, a menopausa inaugura a maturidade: a síntese da mulher que você construiu ao longo dos anos, fases e etapas, a essência que fica, depois que os papéis de jovem fêmea produtiva estão cumpridos. Seu rosto é a cara da sua vida. Sua bagagem é tão grande que dá para jogar fora um monte de supérfluos e pesos mortos. Seu tempo é só seu e você não precisa provar mais nada para ninguém. Seu maior desafio é ter-se tornado uma boa companhia para si mesma. Você reformula premissas, um estar no mundo mais relaxado, uma maior complacência com suas imperfeições, dificuldade e vícios. Você já não quer mudar o mundo, você quer compreendê-lo; você já não precisa agradar às pessoas, você quer viver em paz e ser respeitada. Não há mais pressa; a vida vira um bom vinho a ser apreciado, com generosidade e prazer.
A menopausa é um tremendo rito de passagem. Talvez o último antes da definitiva passagem. Inevitável e necessário. Coisa de gente grande. O relógio biológico é inclemente, imparcial e, portanto, justo. Haja coragem e bom humor! Não há negociação possível, apenas a vida seguindo seu curso.
Então, que venham os ciclos, todos. Com seus sustos, sombras e transformações. Com suas libertações, rearranjos e alegrias. Que venham os dias, as horas, as marés, as auroras, todas.
Hilda Lucas in www.mdemulher.abril.com.br
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Rosácea- testando bio-oil
Tenho rosácea, encontrei no site Minha Vida esta definição:"A rosácea é uma doença de pele comum, cujos sintomas envolvem áreas de vermelhidão na pele e lesões inflamadas, especialmente nas bochechas, nariz, testa e queixo. Muitas vezes começa entre as idades de 30 e 50 anos e afeta mais mulheres do que homens".
Minha pele é boa mas tenho tentado acabar com essa rosácea sem solução, melhora muito com um produto para pele sensíveis da ADCOS mas o efeito é cosmético, minha dermato disse que está muito ligado a stress e piora nos dias frios.
Ganhei da representante da Bio-oil , Flavia Kilsan este produto que começo a testar hoje.
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domingo, 23 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Pintando os cílios
Acordei muito incomodada com os meus cílios, no processo de ficar mais velha , além do meu cabelo e sobrancelhas, eles estão ficando brancos. Isso exige rímel diariamente mas nem sempre você está com vontade de usar ou vai malhar e borrar. Liguei para a minha mega esteticista Vallery Tibério e perguntei se ela poderia pinta-los.
Então, está aí o resultado, quando acordei e depois da aplicação da tinta Refecto Cil. Não faça isso em casa com qualquer produto pois pode te dar a maior alergia. Da para ver que dei um up na sobrancelha tb,
Vou colocar o processo para vocês verem como é simples e rápido, ela disse que em loiras a tintura fica ainda mais marcante.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
DIA DO CICLISTA
Hoje é dia do ciclista, 19 de agosto, eu adoro andar de bike e no começo do ano um neurocirurgião disse que eu não andaria mais, por conta de uma hernia de disco que em dezembro passado me travou.
O primeiro médico, na linha açougueiro, disse que tudo se resolveria com meia duzia de parafusos nas costas.
Aí, você saí procurando alternativas, já que cirurgia não era uma opção.
Meu ortopedista, (por que depois de certa idade, é bom você ter um bem próximo, por que se não é o ombro, é o joelho, ou outro osso qualquer) já me tranquilizou, eu ia sim voltar a andar de bike, sem grandes sacolejos, mas ia voltar. Injeções(não gosto nem da palavra) nas costas, homeopatia alemã, deu certo com o ombro, ia dar certo com a hernia maldita.
Por indicação, cheguei em um massagista, ele assim se intitula, colocou uma vizinha de volta a vida de academia , caminhadas e tudo mais. Se eu contar o que é uma sessão com ele, vocês vão chorar, é o que faço sempre. Doí muito. Depois melhora. Comecei fazendo uma sessão por semana, depois quinze dias e agora de mensalmente.
Vou dizer uma coisa , é só para os fortes.
Por fim, estou melhorando, semana passada voltei a pedalar o que me deu enorme alegria. Pedalar é um bom exercício, , bicicleta é um bom meio de locomoção.
Vou voltar
Resolvi voltar a escrever no meu blog, o tempo está passando, estou ficando mais velha, já pertinho dos 58,
e a população brasileira vai envelhecendo, diferente do passado , com maior expectativa de vida.
Acredito que escrever , falar sobre isso seja bem legal.
Claro, beleza também que ninguém quer ser a velhinha feia. Então, vou falar das novidades , tratamentos, tudo para mantermos a saúde e a boa aparência.
Espero que gostem.
domingo, 6 de setembro de 2009
Hipertensão pode levar a problemas de memória
Sábado, 5 de setembro de 2009, 20h08 Terra
Hipertensão pode levar a problemas de memória
A hipertensão pode levar a infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal terminal. E, de acordo com pesquisa publicada na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, também está ligada à maior propensão de desenvolver déficit cognitivo (de conhecimento) e problemas de memória e de habilidade de pensamento em quem está na meia-idade.
O estudo envolveu cerca de 20 mil pessoas a partir de 45 anos que nunca haviam tido um AVC ou mini-AVC. Desse total, 49,6% tomavam medicamentos para pressão alta e 7,6% apresentaram prejuízo cognitivo.
Os resultados apontam que a pressão diastólica elevada (menor número da leitura da pressão) leva ao enfraquecimento de pequenas artérias do cérebro, o que pode resultar no desenvolvimento de áreas de lesão cerebral. Para cada aumento de 10 pontos na leitura, as chances de ter problemas cognitivos se mostraram 7% mais altas.
"É possível que, com a prevenção ou o tratamento de pressão alta, nós poderíamos evitar o prejuízo cognitivo, que pode ser um precursor para a demência", disse o autor do estudo, Georgios Tsivgoulis, da Universidade do Alabama em Birmingham e membro da Academia Americana de Neurologia, ao site Science Daily.
Os cientistas avisam que mais pesquisas são necessárias para confirmar a relação entre hipertensão e os problemas cognitivos.
Hipertensão
Os adultos são os mais atingidos pela hipertensão - cerca de 30%, como informa a Sociedade Brasileira de Hipertensão. Mais de 50% das pessoas na faixa da terceira idade têm pressão alta. No Brasil, a doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.
As dicas de prevenção e controle da patologia são manter uma alimentação equilibrada, evitar a obesidade e o sedentarismo, medir a pressão pelo menos uma vez por ano, reduzir o consumo de álcool (se possível, abandoná-lo), deixar de lado o tabagismo e não se estressar. Vale lembrar que os hipertensos não podem parar o tratamento, que é para a vida toda.
Hipertensão pode levar a problemas de memória
A hipertensão pode levar a infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal terminal. E, de acordo com pesquisa publicada na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, também está ligada à maior propensão de desenvolver déficit cognitivo (de conhecimento) e problemas de memória e de habilidade de pensamento em quem está na meia-idade.
O estudo envolveu cerca de 20 mil pessoas a partir de 45 anos que nunca haviam tido um AVC ou mini-AVC. Desse total, 49,6% tomavam medicamentos para pressão alta e 7,6% apresentaram prejuízo cognitivo.
Os resultados apontam que a pressão diastólica elevada (menor número da leitura da pressão) leva ao enfraquecimento de pequenas artérias do cérebro, o que pode resultar no desenvolvimento de áreas de lesão cerebral. Para cada aumento de 10 pontos na leitura, as chances de ter problemas cognitivos se mostraram 7% mais altas.
"É possível que, com a prevenção ou o tratamento de pressão alta, nós poderíamos evitar o prejuízo cognitivo, que pode ser um precursor para a demência", disse o autor do estudo, Georgios Tsivgoulis, da Universidade do Alabama em Birmingham e membro da Academia Americana de Neurologia, ao site Science Daily.
Os cientistas avisam que mais pesquisas são necessárias para confirmar a relação entre hipertensão e os problemas cognitivos.
Hipertensão
Os adultos são os mais atingidos pela hipertensão - cerca de 30%, como informa a Sociedade Brasileira de Hipertensão. Mais de 50% das pessoas na faixa da terceira idade têm pressão alta. No Brasil, a doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.
As dicas de prevenção e controle da patologia são manter uma alimentação equilibrada, evitar a obesidade e o sedentarismo, medir a pressão pelo menos uma vez por ano, reduzir o consumo de álcool (se possível, abandoná-lo), deixar de lado o tabagismo e não se estressar. Vale lembrar que os hipertensos não podem parar o tratamento, que é para a vida toda.
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