Gosto de fazer exercícios, sentir os músculos alongando-se, a força e a mobilidade que dão ao meu corpo. Sinto-me mais agil e flexível.
Não faço reclamando realmente tenho prazer.
Tenho gostado mais é de ir jogar basquete no Parque do Ibirapuera. Foi uma coisa que inventei em maio e que tem continuado.
É bom por que é ao ar livre, estou com meus colegas da adolescência, damos muita risada, o jogo tem objetivo e também por que estamos usando um espaço público.
Praticamente nada nessa cidade é grátis, isso, por acaso, é. Bem iluminado, equipamentos razoavelmente bons.
Tenho uma grande ligação com o parque, ando por lá desde muito pequena e tenho grandes lembranças que depois relatarei.
Não temos praia, do que sinto muita falta, temos esse parque, deveria existir um por bairro para que as pessoas tivessem onde andar e relaxar vendo um verdinho.
Acabei de completar 50 anos (quando comecei, agora já vou para 58) resolvi escrever este blog para pensar no assunto, discutir o que é envelhecer, verificar alternativas saudáveis , testar produtos e tratamentos de beleza. O que fazer para que esta seja uma nova e boa fase na minha vida.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Estou em obras!!
Acabei de colocar um aparelho nos dentes, a vingança dos meus filhos, isso é muito incomôdo. Serão só alguns meses para juntar meus dentes inferiores que resolveram afastar-se, nem imagino o motivo , além do tempo de convivência, provavelmente outro bonus de estar envelhecendo.
Vou mexer nas minhas pálpebras também, elas estão me dando um ar sempre cansado e escondem o brilho dos meus olhos (rss). Então, fora com elas! digo, só com as sobras.
Acho que vou ficar um monstrinho, mas vou resolver tudo que incomoda até o verão de 2009 , tudo estará como eu quero, pelo menos é o que espero.
Vou postar um antes e depois, se eu tiver coragem.
Vou mexer nas minhas pálpebras também, elas estão me dando um ar sempre cansado e escondem o brilho dos meus olhos (rss). Então, fora com elas! digo, só com as sobras.
Acho que vou ficar um monstrinho, mas vou resolver tudo que incomoda até o verão de 2009 , tudo estará como eu quero, pelo menos é o que espero.
Vou postar um antes e depois, se eu tiver coragem.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
A morte chega cedo ( Fernando Pessoa)
A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
É tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
É tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.
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Fernando Pessoa
terça-feira, 24 de junho de 2008
Acabei de fazer 60 anos...
Acabei de fazer 60 anos e a velhice e a morte começam a me assombrar. O que fazer?
É coincidência, mas minha carteira de identidade me diz que também completei 60 anos recentemente. É sempre um marco. Quando eu tinha uns 20 anos, considerava que uma pessoa de 60 era um ancião quase morto. Alguém disse que “a vida é uma doença sexualmente transmissível com 100% de fatalidade”. Mas, como a lepra, é de deterioração lenta, o que nos faz ir nos acostumando com seu avanço. Ou mesmo desfrutando da nossa única idade: estamos vivos. Reparei que minha idade varia, ignorando o que diz o RG. A maior parte do tempo tenho 25. É muito confortável. Em outras horas (ou dias) tenho 17, o que é uma delícia, pois ter 17 aos 60 é ser um adolescente com sustento próprio, sabedoria de vida, sem precisar obedecer ou prestar contas a ninguém. É mais raro, mas às vezes tenho 10. Aí é uma festa de curiosidades, invenções e brincadeiras. Tudo isso com um programa “gente grande” dentro da minha cabeça, que existe exclusivamente para proteger a criança e o adolescente, e deixá-los brincar à vontade.
Minha mãe está com 95 e diz que “a velhice é aquela coisa” (que ela não fala palavrão). Tem suas razões, pois a despeito de uma cabeça ótima, mal vê, mal fala, mal ouve, mal anda. É capaz que a vontade de viver lhe suma, como sumiu de meu pai aos 102. Ele então se retirou para dentro de si e morreu em dois meses. De qualquer maneira, alguém mais disse: “A morte é um momento, e não há de me roubar da vida mais do que isso: seu momento”. (Francisco Daudt - colunista da Folha de São Paulo, psicanalista, Revista da Folha dia 22/06/2008)
É coincidência, mas minha carteira de identidade me diz que também completei 60 anos recentemente. É sempre um marco. Quando eu tinha uns 20 anos, considerava que uma pessoa de 60 era um ancião quase morto. Alguém disse que “a vida é uma doença sexualmente transmissível com 100% de fatalidade”. Mas, como a lepra, é de deterioração lenta, o que nos faz ir nos acostumando com seu avanço. Ou mesmo desfrutando da nossa única idade: estamos vivos. Reparei que minha idade varia, ignorando o que diz o RG. A maior parte do tempo tenho 25. É muito confortável. Em outras horas (ou dias) tenho 17, o que é uma delícia, pois ter 17 aos 60 é ser um adolescente com sustento próprio, sabedoria de vida, sem precisar obedecer ou prestar contas a ninguém. É mais raro, mas às vezes tenho 10. Aí é uma festa de curiosidades, invenções e brincadeiras. Tudo isso com um programa “gente grande” dentro da minha cabeça, que existe exclusivamente para proteger a criança e o adolescente, e deixá-los brincar à vontade.
Minha mãe está com 95 e diz que “a velhice é aquela coisa” (que ela não fala palavrão). Tem suas razões, pois a despeito de uma cabeça ótima, mal vê, mal fala, mal ouve, mal anda. É capaz que a vontade de viver lhe suma, como sumiu de meu pai aos 102. Ele então se retirou para dentro de si e morreu em dois meses. De qualquer maneira, alguém mais disse: “A morte é um momento, e não há de me roubar da vida mais do que isso: seu momento”. (Francisco Daudt - colunista da Folha de São Paulo, psicanalista, Revista da Folha dia 22/06/2008)
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Saúde Cerebral
" A maioria das pessoas, ao completar 50 anos, começa a considerar mais seriamente a perda de memoria" afirma Gene Cohen , diretor do Centro para envelhecimento, Saúde e Humanidades da Universidade George Washington.
"Quando você guarda a chave no lugar errado aos 25 anos, você não liga para isso", disse ele. "Mas quando faz a mesma coisa aos 50 ou mais, fica com a pulga atrás da orelha."
"Existe uma consciência crescente de que exigir do próprio cérebro pode dar efeitos positivos" "Toda vez que vc exige do seu cérebro vc realmente o modifica" explica. " Podemos de fato formar novas células cerebrais, apesar de terem repetido , durante um século, que isso é impossível."
Bunnell faz exercícios cerebrais regulares , preferindo soluções mais simples aos dispendiosos software. Ele trabalha memorizando os números que circulam em sua vida diária - cartões de crédito, identidade pessoal e números telefónicos - e cria recursos mnemónicos para se lembrar do nome de pessoas. "Pessoas inteligentes descobrem novas maneiras de exercitar seus cérebros , que dispensam a compra de software ou workshops caros" disse ele.
(O estado de são Paulo, domingo, 11/05/2008)
"Quando você guarda a chave no lugar errado aos 25 anos, você não liga para isso", disse ele. "Mas quando faz a mesma coisa aos 50 ou mais, fica com a pulga atrás da orelha."
"Existe uma consciência crescente de que exigir do próprio cérebro pode dar efeitos positivos" "Toda vez que vc exige do seu cérebro vc realmente o modifica" explica. " Podemos de fato formar novas células cerebrais, apesar de terem repetido , durante um século, que isso é impossível."
Bunnell faz exercícios cerebrais regulares , preferindo soluções mais simples aos dispendiosos software. Ele trabalha memorizando os números que circulam em sua vida diária - cartões de crédito, identidade pessoal e números telefónicos - e cria recursos mnemónicos para se lembrar do nome de pessoas. "Pessoas inteligentes descobrem novas maneiras de exercitar seus cérebros , que dispensam a compra de software ou workshops caros" disse ele.
(O estado de são Paulo, domingo, 11/05/2008)
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